Atualmente a grande maioria dos produtos cosméticos presentes no mercado são compostos por água + matérias primas orgânicas (como proteínas, ácidos graxos e gorduras). Acontece que este é muitas vezes o meio de crescimento ideal para inúmeros microorganismos, já que contém água e alimentos! E para evitar isso, utilizamos conservantes em sua formulação.
Os conservantes são utilizados então para prevenir o crescimento desenfreado destes microorganismos. Isso é realizado para que nossos produtos tenham um tempo de vida considerável, uma vez que fungos e bactérias se instalam com facilidade nestes, eles teriam um tempo de vida muito menor.
Entretanto, os conservantes não são utilizados apenas para este fim! Eles são utilizados também como um meio de manter a eficácia daquele determinado cosmético. Ou seja, além de aumentar o tempo de vida do cosmético, o conservante também auxilia para que ele continue funcionando durante este tempo!
Uma vez que sabemos qual a função de um conservante em cosméticos, vamos descobrir quais as diferenças entre os conservantes sintéticos e os naturais!

Conservantes Sintéticos
Não é novidade para todos que a grande maioria dos produtos cosméticos e de higiene atualmente utilizam conservantes sintéticos (químicos). Estes são desenvolvidos para atenderem a alguns pré-requisitos, como:
- Baixa toxicidade à nossa saúde;
- Ação anti microbiana duradoura;
- Boa estabilidade química;
- Compatíveis com as outras matérias primas;
- Versáteis para diversos produtos cosméticos;
Entretanto, sabemos também que normalmente a utilização de apenas um conservante não é capaz de oferecer a proteção necessária para este determinado produto. Para solucionar isso, normalmente são utilizadas combinações de dois ou mais conservantes para garantir a melhor segurança possível para esta formulação.
Embora este tipo de conservantes seja muito efetivo, sabemos que são alguns dos principais causadores de toxicidades, alergias e sensibilizações em formulações, e um grande exemplo disso são os parabenos. Entretanto existem no mercado hoje, opções mais suaves e que podem ser utilizadas em baixas concentrações, mantendo a fórmula equilibrada e segura.
Conservantes Naturais
Dentre as alternativas aos conservantes sintéticos temos os naturais, e dentro desta categoria se destacam os óleos essenciais. Estes óleos são substâncias altamente concentradas, extraídas de ervas, flores e plantas. Dentro desta categoria temos ainda os extratos naturais, como o de alecrim e o própolis.
Além da necessidade de um estudo prévio para determinar se estes conservantes naturais fornecem realmente uma proteção para o produto, eles devem ainda atender aos mesmos pré-requisitos dos sintéticos. Isso se dá para garantir a segurança e eficácia deste conservante.
Como exemplos de conservantes naturais e de grau alimentício, temos:
- Ácido benzóico: composto presente em bálsamos e resinas vegetais, além de ser também um composto aromático.
- Benzoato de sódio e de potássio: encontrado em diversos cogumelos, frutas e inúmeros vegetais.
- Sorbato de potássio: derivado do ácido sórbico que é encontrado em frutas.
Estes conservantes citados acima, são permitidos pela Ecocert e IBD, órgãos certificadores de produtos naturais e orgânicos.
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